Muitas vezes associado a algo cultural, bonito ou apetecível, o design deve ser considerado como disciplina criadora de retorno, geradora ou potencializadora de melhorias na prática de valores intrínsecos, na funcionalidade ou acessibilidade de produtos e serviços.
O valor económico do Design deve ser entendido como uma componente significativa na competitividade cada vez mais alargada e sustentada por diferentes atitudes frente aos mercados de oferta e procura. Design é componente de uma nova cultura empresarial, profundamente ligada à inovação e ao desenvolvimento tecnológico, cultural, social e económico da sociedade e das regiões, contribuindo para a construção de uma nova conduta social.
As áreas de intervenção do Design permitem o seu papel transversal nos processos de identificação de problemas e geração de respostas, funcionando como ponte entre a tecnologia e arte, ideias e objectos, cultura e economia, produção e consumo, intervindo a nível social, económico e cultural e criando sustentabilidade, competitividade e qualidade global.
Torna-se fundamental a inclusão da disciplina a nível da gestão estratégica utilizando-a associada a outras disciplinas a montante, durante e a jusante dos processos de definição, criação e implementação de produtos e serviços assegurando um correcto desempenho e maior probabilidade de sucesso.
MissãoO CPD tem, ao longo destes anos, desempenhado um importante e significativo papel na promoção do design, no seu entendimento como factor decisivo na estratégia empresarial e como disciplina agregadora dos interesses de produtores e consumidores. A sua existência justifica e requer a sua intervenção como entidade promotora e de interface entre as práticas, os praticantes e os destinatários.
Promoção de design significa promoção económica. O CPD é o centro agregador de competências, saberes, conhecimento e é, também, um estimulador de inovação que tem como missão definir, desenvolver, instituir e implementar práticas de design junto da sociedade, actuando a nível nacional e internacional.
Cabe ao CPD definir e contribuir em conjunto com os seus parceiros públicos e privados, para o desenho de uma política nacional de design que se insira nas políticas europeias e mundiais para a inovação, competitividade e sustentabilidade.
“Num mundo globalizado, no qual abundam objectos que são apenas caixas pretas indistinguíveis, existe agora uma oportunidade para incorporar design na criação de uma entidade europeia” (Jordi Montana)
Tornar produtos e marcas identificáveis com valores e culturas europeias através do design, pode ser uma vantagem sustentável e competitiva e uma estratégia para o sucesso.
in Plano Estratégico do CPD, 2004
ObjectivosO Design é um agente determinante do ponto de vista económico, social e cultural. Promove valor, confere significados e emoções e contribui claramente para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
O Centro Português de Design procura levar o design, através das melhores práticas, aos agentes económicos, culturais e sociais, a todos os que, produzindo ou consumindo, justificam a existência da disciplina.
Como interface entre as várias partes envolvidas, o Centro Português de Design contribui para desenhar o futuro.